O Profissão Repórter (TV Globo) desta terça-feira (11) investiga como o ambiente de trabalho tem impactado a saúde mental de milhares de brasileiros. Sob a condução de Caco Barcellos, o programa reúne histórias de quem desenvolveu ansiedade, depressão e burnout em meio à rotina profissional. Esse cenário, atualmente, provoca o afastamento de quase meio milhão de pessoas por ano no país.
Entre os destaques, a repórter Sara Pavani acompanha mulheres que atuam na segurança pública de Sergipe. Elas relatam os desafios emocionais de uma profissão marcada por tensão constante e riscos diários.
A policial militar Alessandra Félix, diagnosticada com transtorno de ansiedade generalizada, deixou o patrulhamento nas ruas e passou a exercer funções internas. Já a delegada Marcela Souza encontrou acolhimento em um grupo de apoio formado por colegas de farda, criado para promover rodas de conversa e incentivar o cuidado psicológico entre as agentes.
Em São Paulo, as repórteres Esther Radaelli e Talita Marchiori mostram como o adoecimento mental tem se tornado um problema crescente entre professores da rede pública. Dados recentes de uma pesquisa da USP e do Sindicato dos Professores Municipais apontam que 85% dos educadores relatam sintomas de esgotamento, ansiedade e depressão.
O programa ouve docentes afastados por longos períodos, incluindo um professor que está há dois anos sem retornar às aulas devido à depressão. Segundo informações oficiais, mais de 34 mil licenças médicas foram registradas apenas entre janeiro de 2024 e fevereiro deste ano.
A edição também traz a visão da professora Caroline Fanizzi, da Faculdade de Educação da USP, que defende uma abordagem coletiva para o problema. Ela ressalta que o sofrimento docente reflete falhas estruturais e não deve ser tratado apenas como responsabilidade individual.
Outro exemplo vem do professor Francisco Neto, que foi diagnosticado com depressão, ansiedade e bipolaridade e precisou reduzir o ritmo de trabalho para manter o equilíbrio emocional.
O programa termina no Rio de Janeiro, onde a enfermeira Mariah Oliveira Lucente, de 34 anos, trabalha em uma unidade de pronto atendimento em Costa Barros. Lá, o Profissão Repórter mostra como profissionais da saúde enfrentam jornadas exaustivas, insônia e crises de ansiedade em meio à sobrecarga emocional.
Esses e outros destaques estão no Profissão Repórter desta terça-feira (11), que vai ao ar a partir de 23h35, logo após o Aberto ao Público.
