O limite entre o entretenimento popular e o apelo barato parece ter se tornado invisível para a produção do Domingo Legal (SBT). No último domingo (22), o público testemunhou uma cena que remete ao que de pior a televisão dos anos 90 produzia: o uso de animais de forma desnecessária para gerar risadas de duplo sentido. Durante o quadro Cardápio Secreto, uma rã fugiu do controle e o apresentador Celso Portiolli precisou conter o animal apertando com as mãos, disparando frases de gosto duvidoso.
A repercussão negativa foi imediata. “Devia ser proibido usar animais assim para entretenimento”, disparou um internauta, enquanto outros apontavam que o programa parece estacionado no passado. A Coluna do Toninho desconforto não ficou restrito ao sofá de casa; nos corredores da emissora, o comentário é que o receio de perder terreno para a RECORD ou para a estreia de Em Família com Eliana (TV Globo) tem ditado um ritmo de “vale-tudo”.
Essa postura de buscar o viral a qualquer custo levanta suspeitas sobre a autenticidade de fatos recentes. No dia domingo (08/03), um apagão no palco obrigou Portiolli a usar a lanterna do celular. Curiosamente, no domingo (15/03), o incidente se repetiu, mas o animador já tinha uma lanterna pronta, sugerindo que o imprevisto virou roteiro.

Se antes o programa vencia pela espontaneidade e quadros de sucesso, hoje parece refém de uma estratégia de marketing que ignora a ética básica e o bem-estar animal.
Embora o perfil oficial do canal tenha apagado os vídeos da “perereca da discórdia” após o cancelamento digital, uma fonte revelou que o clima interno é de que a busca pelos likes continuará ativa. Resta saber se o telespectador terá estômago para as próximas tentativas de manter a vice-liderança a qualquer custo.
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*As informações e opiniões contidas no texto não refletem necessariamente o posicionamento do Portal Alta Definição.

Acerte ou caia venceu denovo o sbt, das 15:30 às 18:00