A atriz Berta Loran, uma das maiores referências do humor na televisão brasileira, faleceu nesta segunda-feira (29), aos 99 anos. Internada há alguns meses em um hospital particular no Rio de Janeiro, a artista teve sua morte confirmada, embora a causa não tenha sido divulgada.
Nascida em Varsóvia, na Polônia, Berta imigrou para o Brasil aos nove anos, fugindo do regime nazista com sua família judia. No país que a acolheu, adotou o nome artístico que a tornaria uma figura querida do público e respeitada pelos colegas de profissão.
Sua trajetória artística começou nos clubes da comunidade judaica, ao lado da irmã, e ganhou força nos palcos do teatro de revista nos anos 1950. A estreia na televisão veio na TV Globo, com o programa ‘Balança, Mas Não Cai’, em 1968. Mas foi em ‘Escolinha do Professor Raimundo, entre 1990 e 1995, que Berta conquistou o público com a personagem Manuela D’Além Mar.
Posteriormente, brilhou em ‘Zorra Total’, consolidando sua presença entre os grandes nomes do humor televisivo. Também participou de ‘Faça Humor, Não Faça Guerra’, ao lado de Jô Soares (1938-2022) e Renato Corte Real (1924-1982), ajudando a moldar o estilo naturalista que marcou os programas da época.
Além dos humorísticos, a comediante também atuou em novelas e minisséries, como Amor com Amor se Paga (1984), Chiquinha Gonzaga (1999) e Cama de Gato (210). Seu último trabalho na TV foi em A Dona do Pedaço, em 2019.
Berta Loran passou os últimos anos longe dos holofotes, evitando aparições públicas e entrevistas. Seu centenário seria celebrado em março de 2026. Mesmo com sua morte, ela deixa um legado que permanece vivo na memória dos fãs e da cultura nacional.
