O cantor Gilberto Gil decidiu entrar com uma ação judicial contra o padre Danilo César, da Paróquia São José, localizada em Areial (PB). O motivo: falas do religioso sobre as orações realizadas pelo artista em favor da saúde de sua filha, Preta Gil, falecida em julho deste ano. A ação será formalizada nesta terça-feira (14) na Justiça do Rio de Janeiro.
Durante uma homilia realizada em uma missa, o padre ironizou a fé de Gilberto Gil ao dizer que os orixás não foram capazes de salvar Preta Gil (1974-2025). A declaração foi registrada em vídeo e circula nas redes sociais.
O músico, que é adepto das religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, considera que houve intolerância religiosa e desrespeito à memória da filha.
A advogada Layanna Piau, que representa o cantor ao lado de Fredie Didier Jr., informou que o processo inclui pedido de indenização por danos morais no valor de R$ 370 mil.
Antes da ação judicial, Gil já havia enviado uma notificação extrajudicial à Diocese de Campina Grande e ao padre, exigindo retratação pública e medidas disciplinares. No entanto, após 15 dias sem resposta, optou por recorrer à Justiça.
A fala do padre, que também associou práticas religiosas afro-brasileiras ao “diabo”, gerou indignação entre familiares e admiradores da artista. Gilberto Gil destacou que, além do desrespeito em um momento de luto, houve violação ao direito constitucional de liberdade religiosa — o que configura crime segundo o Código Penal.
