O Globo Repórter desta sexta-feira (31) embarca em uma jornada pela Ilha de Marajó, a maior ilha costeira do Brasil e o maior arquipélago fluviomarinho do mundo. Localizada no estado do Pará, a região é banhada pelo rio Amazonas e pelo oceano Atlântico, e abriga o maior rebanho de búfalos do país, além de uma impressionante diversidade cultural, histórica e ambiental.
A reportagem é conduzida pela jornalista paraense Jalília Messias, que percorre as baías do Marajó e do Guarajá para mostrar os dois lados da ilha sob o olhar de seus moradores. A equipe parte de Belém rumo ao arquipélago, formado por mais de 3 mil ilhas e canais entre a foz dos rios Tocantins, Amazonas e o Atlântico. Após cinco horas de viagem, duas balsas e 40 km de estrada, o destino é Soure, considerada a capital marajoara.
Com 17 municípios e cerca de 40 mil km² de extensão, o Marajó se divide entre a floresta amazônica, no oeste, e os mangues altos, campos alagados e praias desertas, no leste. Nas cidades, a rotina é marcada pela tranquilidade: poucos carros, ausência de semáforos e o uso predominante de bicicletas como meio de transporte.
O programa destaca o orgulho dos marajoaras por sua terra e a relação singular que mantêm com o tempo e a natureza. Uma das manifestações culturais mais emblemáticas da região é o carimbó, ritmo tradicional do Pará, marcado pelo som do curimbó, tambor indígena feito de tronco oco e couro animal. Jalília acompanha a produção artesanal do instrumento e revela sua importância para a identidade local.
Outro ponto alto da reportagem é a produção do queijo do Marajó, feito com leite de búfala. Com mais de 600 mil animais na ilha — três por habitante apenas em Soure — o rebanho é o maior do Brasil. O queijo recebeu selo de indicação geográfica e o Selo Arte, permitindo sua comercialização nacional como produto artesanal. A equipe participa do processo de fabricação e experimenta pratos típicos como o “frito do vaqueiro” e o “filé marajoara”.
Após a passagem por Soure, a equipe do programa segue rumo a Breves, no extremo oeste da ilha, em uma longa travessia de 12 horas. No município, o foco se volta para a intensa atividade fluvial que movimenta a economia local. Durante a madrugada, os repórteres acompanham o cotidiano dos ribeirinhos, que enfrentam as águas escuras e o tráfego de grandes embarcações para garantir o transporte de famílias e carregar embarcações com cestos repletos de açaí, fruto que representa a principal fonte de sustento da população marajoara.
O Globo Repórter vai ao ar a partir das 22h25, logo após Três Graças, na TV Globo.
