O rapper Hungria, de 34 anos, recebeu alta hospitalar neste domingo (05), após quatro dias de internação no Hospital DF Star, em Brasília. O artista foi tratado como vítima de possível intoxicação por bebida adulterada, embora os exames que confirmariam a presença de metanol em seu organismo ainda não tenham sido concluídos.
Segundo boletim médico divulgado pela unidade de saúde, Hungria apresentou “excelente evolução clínica” e seguirá com cuidados ambulatoriais em casa.
A suspeita de intoxicação surgiu após o cantor apresentar sintomas como dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica — quadro compatível com ingestão de metanol.
Durante o período de internação, o músico passou por sessões de hemodiálise e recebeu etanol diluído em suco, tratamento utilizado para retardar o metabolismo do metanol no organismo. A medida foi adotada como precaução, diante da gravidade dos sintomas.
A possível contaminação teria ocorrido após o consumo de bebidas alcoólicas em eventos realizados no fim de semana anterior à internação. No domingo (28), Hungria se apresentou em uma casa noturna no interior de São Paulo, que foi posteriormente interditada pelas autoridades.
Imagens de câmeras de segurança também mostraram o artista comprando bebidas no Distrito Federal horas antes de ser hospitalizado. Apesar da suspeita, exames laboratoriais já descartaram a presença de metanol nas garrafas de vodca adquiridas por Hungria.
