O cineasta Oliver Laxe voltou ao centro das atenções após uma declaração polêmica sobre o Brasil durante a divulgação de seu novo filme Sirât. A produção, que estreou no Festival de Cannes e disputa o Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional, trouxe o diretor franco-galego para os holofotes não apenas pelo trabalho artístico, mas também pelo comentário que repercutiu nas redes sociais.
Nascido na França em 1982, filho de pais galegos, Laxe mudou-se para a Galícia ainda criança. Essa vivência multicultural influenciou sua trajetória no cinema. Seu primeiro longa, Vocês Todos São Capitães (Festival de Cannes), já havia conquistado reconhecimento internacional. Em seguida, vieram Mimosas e O Que Arde, ambos também premiados em Cannes, consolidando sua carreira como um dos nomes mais respeitados da nova geração de cineastas europeus.
Em entrevista recente, o diretor ironizou os brasileiros ao afirmar que “se inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”. A frase gerou grande repercussão e críticas nas redes sociais, especialmente porque o Brasil disputa a mesma categoria com O Agente Secreto (Netflix), dirigido por Kleber Mendonça Filho.
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A nova Emilia Pérez?
O comentário gerou uma repercussão negativa entre os brasileiros. Laxe, que não tem Instagram, passou a receber comentários irônicos em uma postagem sobre o anúncio da indicação do filme. “Não aprendeu nada com Emilia Perez, né?”, escreveu um internauta, fazendo alusão à polêmica envolvendo Karla Sofía Gascón no Oscar de 2025.
O filme Sirât acompanha a jornada de um pai e um filho pelo deserto do Marrocos em busca de Marina, desaparecida em uma rave. A obra será exibida na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que abre sua 49ª edição.
