A reportagem exibida pelo Domingo Espetacular no domingo (16) revelou detalhes inéditos sobre o Golpe do Pix, esquema de arrecadação fraudulenta descoberto em 2023 que envolveu nomes ligados à antiga equipe da RECORD na Bahia. O principal acusado é o apresentador Marcelo Castro, conhecido como Juca, atualmente à frente do programa Alô Juca na TV Aratu (SBT).
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Justiça nega pedido para barrar exibição
Assim que a imprensa anunciou a exibição da matéria, Marcelo Castro entrou com um pedido judicial para impedir sua veiculação. A solicitação foi negada, como confirmou o jornalista Roberto Cabrini durante a edição do programa.
A reportagem foi ao ar e detalhou o funcionamento do golpe, que teria ocorrido enquanto o apresentador ainda integrava o quadro do Balanço Geral Bahia, da Record.
Vítimas relatam dor e indignação
A equipe do Record Investigação foi até a periferia de Salvador para ouvir vítimas do esquema. Uma das histórias mais comoventes é a de Jucileide, mãe de Miguel, jovem de 17 anos que faleceu há seis meses vítima de uma doença degenerativa. Sem recursos para o tratamento, ela participou de uma reportagem conduzida por Marcelo Castro, que prometia arrecadar doações via Pix.
Durante a gravação, o jornalista informou que o código Pix exibido na tela não seria o dela, alegando questões burocráticas. Posteriormente, descobriu-se que foram arrecadados R$ 45 mil em nome de Miguel, mas apenas R$ 10 mil foram repassados à família.
Assista ao vídeo:
Investigação interna revela rede de laranjas
Segundo a Record, uma apuração interna identificou que Marcelo Castro, o editor Jamerson Birindiba Oliveira e o operador Lucas Costas Santos, com o auxílio de nove laranjas, enganaram ao menos 12 famílias em situação de vulnerabilidade.
O caso, que se arrasta há quase dois anos, teve o julgamento adiado para maio de 2026 por falta de sala disponível no tribunal.
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Contratação polêmica no SBT Bahia
Mesmo sob investigação policial, Marcelo Castro foi contratado pela TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, para comandar o programa Alô Juca ao lado do editor envolvido no caso. O programa, conhecido por sua abordagem policial e já classificado como impróprio para menores de 16 anos, lidera a audiência na Grande Salvador. A ascensão do apresentador gerou desconforto entre jornalistas da emissora e reacendeu o debate sobre ética na televisão.
