Durante participação ao SuperPop (RedeTV!) dessa quarta-feira (12), Roberto Cabrini analisou a megaoperação policial no Rio de Janeiro, realizada em 28 de outubro e vitimou mais de 100 pessoas. Em poucas palavras, o jornalista declarou que “observou uma necessidade” ao avaliar a ação.
O comunicador comparou a operação no Complexo do Alemão com a de Jacarezinho, ocorrida em 2021. Ele destacou que naquela ocasião presenciou “a matança de pessoas inocentes pela truculência da polícia, algo inconcebível”.
Já sobre a operação mais recente, afirmou: “Eu não notei isso. Eu observei uma necessidade, algo que tinha que ser feito e foi feito de forma profissional, com abuso aqui ou ali, mas de um modo geral eu achei uma operação que tinha que ser feita”.
Cabrini também chamou atenção para o avanço do crime organizado no país. Segundo ele, “o PCC, o Comando Vermelho, só atingiram esse tamanho porque o Estado lucrou muito com isso”. O jornalista reforçou que não generaliza, mas aponta para “setores do Estado” que teriam se beneficiado do crescimento das facções.
“Houve interesse em que o crime organizado crescesse porque muita gente lucrou com isso. Hoje, o crime organizado está infiltrado em praticamente todos os setores, todas as instituições importantes do Brasil e isso só se combate com muita coragem e com arrojo”, disse.
Para concluir, Cabrini apresentou um dado sobre a violência no Rio de Janeiro: “Balas perdidas no Rio de Janeiro matam mais do que os drones russos na Ucrânia”.
